Equipe prova existência de asteroides separados pela força centrífuga

Conhecimento sobre pares de asteroides pode orientar estratégias defensivas a serem tomadas se acaso um gigante de pedra ameaçar a Terra.

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15 Setembro 2010 | 13h42

Conhecimento sobre pares de asteroides pode orientar estratégias defensivas a serem tomadas se acaso um gigante de pedra ameaçar o nosso planeta. Crédito: Universidade de Tel Aviv.

Conhecimento sobre pares de asteroides pode orientar estratégias defensivas a serem tomadas se acaso um gigante de pedra ameaçar o nosso planeta. Crédito: Universidade de Tel Aviv.

Uma das teorias já levantadas em astronomia é de que asteroides seriam gigantes pedaços de rocha sólida. Mais tarde, alguns pesquisadores levantaram a hipótese de que asteroides podem ser uma coleção de pedras de cascalho de pequeno porte. Se uma das pilhas do “escombro” gira rápido o bastante, é possível que as peças se separem pela força centrífuga formando um segundo agrupamento. Ou seja, outro asteroide. Hipótese levantada, hipótese provada: uma equipe da Universidade de Tel Aviv, em Israel, conseguiu demonstrar a existência desses pares.

Mais do que provar uma teoria, o resultado do trabalho liderado por Noé Brosch e David Polishook pode ter implicações se um asteroide passar próximo a Terra. Em vez de uma montanha sólida colidir com a superfície terrestre, o planeta poderia ser atingido por inúmeras pedras e rochas que a compõem, como um tiro de espingarda e não como uma única bala. Este conhecimento pode orientar estratégias defensivas a serem tomadas se acaso um gigante de pedra ameaçar o nosso planeta.

De acordo com os pesquisadores, asteroides que foram separados são compostos de pequenos seixos colados um ao outro por atração gravitacional. Seus caminhos são afetados pela força gravitacional dos planetas principais – embora a radiação solar possa ter um imenso impacto. Tendo absorvido a luz do Sol, o asteroide muda a velocidade de rotação e, ao atingir determinada velocidade, se quebra, formando outro asteroide.

A equipe estudou 35 pares de asteroides de forma inovadora: medindo a luz refletida por cada membro dos pares. Os resultados mostraram que, em cada par, um corpo foi formado do outro. O menor deles era sempre inferior a 40% do tamanho dos maiores. Os dados se encaixam com precisão em uma teoria desenvolvida na Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, de que não mais do que 40% do asteroide original pode se separar.

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