Estudante de 22 anos descobre “massa perdida” do universo

Amelia Fraser-McKelvie identificou o que tem sido descrito como “a massa perdida” do universo procurada há décadas por astrofísicos.

taniager

24 de maio de 2011 | 13h16

Jasmina Lazendic-Galloway, Amelia Fraser-McKelvie e Kevin Pimbblet. Crédito: Universidade de Monash

Jasmina Lazendic-Galloway, Amelia Fraser-McKelvie e Kevin Pimbblet. Crédito: Universidade de Monash

Uma estudante de apenas 22 anos identificou o que tem sido descrito como “a massa perdida” do universo procurada há décadas por astrofísicos. A descoberta é um avanço no campo da astrofísica. O artigo da pesquisa foi publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society recentemente.

Amelia Fraser-McKelvie é estudante de graduação em Ciência e Engenharia Aeroespacial e estava trabalhando durante suas férias com dois astrofísicos na Faculdade de Física da Universidade de Monash na Austrália, Kevin Pimbblet e Jasmina Lazendic-Galloway, quando identificou a massa perdida.

Pimbblet argumenta que, do ponto de vista teórico, deveria haver o dobro da quantidade de matéria na região observada do universo, comparada com aquela identificada. Previa-se que a maioria da massa perdida deveria estar localizada em estruturas cósmicas de grande escala chamadas filamentos – parecidos com cadarços de sapatos.

Os astrofísicos também previam que a massa deveria ser de baixa densidade, mas estar em alta temperatura – cerca de um milhão de graus Celsius. Isto significa que, em teoria, a matéria poderia ser observada em comprimentos de ondas de raios-X. A descoberta de Fraser-McKelvie provou a previsão.

As observações em raios-X fornecem informações sobre as propriedades de enormes estruturas, as quais podem ajudar astrofísicos a entender melhor suas verdadeiras naturezas. Até o momento, eles contavam com deduções baseadas apenas em modelos numéricos. A descoberta propicia um enorme passo para determinar qual quantidade de massa está contida dentro dos filamentos realmente.

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