Biodiversidade se recuperou mais rápido após Grande Extinção

Estudos anteriores apontavam um período de 15 a 30 milhões de anos para a recuperação da fauna terrestre. O novo estudo sugere 5 milhões de anos.

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10 Outubro 2011 | 10h41

Uma das causas para a grande extinção seria a intensa atividade vulcânica que liberou grande quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.

Uma das causas para a grande extinção seria a intensa atividade vulcânica que liberou grande quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.

A causa da grande extinção que pontuou a história terrestre entre o Permiano e o Triássico (há cerca de 250 milhões de anos), com o desaparecimento de 95% das espécies do planeta, ainda é incerta. Mas pesquisadores da Universidade de Rhode Island, nos EUA, afirmam que a recuperação da biodiversidade ocorreu mais rápido do que se supunha, contradizendo algumas teorias atualmente propostas para o período.

David Fastovsky, professor de geociências na Rhode Island, e o estudante David Tarailo descobriram que a biodiversidade terrestre foi recuperada em aproximadamente 5 milhões de anos. Estudos anteriores estimavam um período de 15 a 30 milhões de anos. O ambiente marinho pode ter demorado de 4 a 10 milhões de anos para se recuperar, praticamente o dobro do tempo observado após outras extinções em massa.

“Nossos resultados sugerem que a causa da extinção não cai tão severamente sobre o reino terrestre, como as pessoas têm afirmado”, diz Fastovsky. “Houve, ainda, uma extinção terrestre, mas sua repercussão não foi maior do que a marinha e, possivelmente, até menor”. Se for verdade que o ambiente terrestre foi recuperado tão rápido quanto o marinho, teorias que defendem que ambos os ambientes foram afetados da mesma forma podem ser abandonadas.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores se valeram de fósseis de vertebrados do Triássico Médio e Triássico Superior encontrados no Arizona. Segundo Tarailo e Fastovsky, se a fauna terrestre demorou 30 milhões de anos para se recuperar, a formação mais antiga deveria ter uma diversidade menor do que a mais nova. No entanto, não foi isso o que observaram.

“Alguns podem argumentar que nossos resultados são apenas um dado orientado à América do Norte, mas se a América do Norte é representativa para o resto do mundo, então nossos resultados de aplicam a todo o mundo”, ressalta Fastovsky. A equipe agora planeja expandir sua análise a outros depósitos fósseis e testar os resultados em outras partes do mundo.

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