Intervenção precoce dos pais pode evitar crianças depressivas

Os transtornos de ansiedade estão entre as formas mais comuns de desordem mental no início da infância média.

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20 Setembro 2010 | 12h10

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Macquarie, na Austrália, descobriu que a intervenção precoce em crianças com ansiedade e desordens relacionadas pode fazer diferença nos rumos que ela terá durante a maturidade. Os resultados do trabalho serão publicados no American Journal of Psychiatry.

De acordo com os pesquisadores, o papel dos pais é crucial. O médico Ron Rappe, diretor do Centro de Saúde Emocional da universidade, afirma que crianças tiveram menor frequência e gravidade dos transtornos de ansiedade após três anos de intervenção de pais e mães.

Os transtornos de ansiedade estão entre as formas mais comuns de desordem mental no início da infância média. Geralmente, a ansiedade precede a depressão – problema que está se tornando maior em adolescentes e no início da fase adulta. Entretanto, quando a mãe intervém no comportamento do filho quando ele ainda é novo (e começa a exibir os primeiros sintomas de ansiedade) a trajetória pode ser revertida.

Rapee afirma que o programa de tratamento é relativamente simples e barato. “É um programa em que governos e grupos da comunidade podem investir”, ressalta.

As características observadas em crianças com risco de desenvolver ansiedade incluem inibição de comportamento, isolamento social e timidez. Elas têm um risco maior para a posterior internalização do socorro, e mais especificamente o desenvolvimento de transtornos de ansiedade.

Vários fatores podem estar envolvidos no desenvolvimento da ansiedade na infância. Estudos anteriores já apontaram claras influências genéticas, além dos fatores ambientais, marcados pela manifestação da ansiedade pelos próprios pais e decorrentes da interação entre os pais e os filhos.

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