Mais um passo importante é dado para combater doenças neurodegenerativas

Os pesquisadores descobriram que a capacidade limitada de regeneração dos axônios é causada por inibidores da mielina.

taniager

12 Novembro 2010 | 14h45

Sabe-se que o desenvolvimento de doenças neuronais como esclerose múltipla e doença de Alzheimer está ligado com os níveis de mielina (substância isolante em torno de fibras nervosas) no corpo, embora as causas reais destas condições permaneçam desconhecidas. Agora, pesquisadores do Instituto de bioengenharia da Catalunha (IBEC) na Espanha descobriram um novo grupo de parceiros interativos para os receptores de mielina, que poderá lançar luz sobre a importância da produção desequilibrada ou modificações da substância. O estudo foi publicado na revista FASEB nesta semana.

A equipe de José Antonio del Río descobriu enquanto observava ligantes e receptores no sistema nervoso central, que a capacidade limitada de regeneração dos axônios  é causada por inibidores da mielina associada (MAIs).

Desativar a inibição causada pela mielina, portanto, melhora a regeneração neuronal, assim como, bloquear dois dos receptores compartilhados desta proteína – NgR1e B (PirB) – impede que os inibidores restrinjam a germinação axial e a limitação da regeneração das fibras danificadas.

Outros elementos do trajeto inibitório de mielina são ainda desconhecidos, mas esta identificação e caracterização dos papéis e funções de algumas das moléculas inibitórias lança luz sobre uma das áreas mais competitivas da investigação em neuroregeneração dos últimos anos. Além disso, dados mais aprofundados, extraídos de dentro e de fora do ambiente do sistema nervoso central, sugerem que a maioria destas proteínas tem outras funções para além da inibição de crescimento axial.

“Potencialmente, pode haver novas funções fisiológicas para estas proteínas em outros processos, como desenvolvimento, homeostase neuronal, plasticidade e neurodegeneração”, diz del Río. “As modificações poderiam ser consideradas como marcadores para certas doenças neuronais”.