Nanopartículas de ouro permitem detecção precoce de câncer de fígado

Nova técnica com agentes de metais detecta massas tumorais tão pequenas quanto cinco milimetros de tamanho.

taniager

22 Junho 2011 | 15h10

Nanopartículas de ouro com um revestimento de polietrólito podem tornar pequenos tumores mais visíveis através de imagens de dispersão de raios-X, permitindo diagnóstico precoce. Crédito: Rose-Petruck Lab/Brown University.

Nanopartículas de ouro com um revestimento de polietrólito podem tornar pequenos tumores mais visíveis através de imagens de dispersão de raios-X, permitindo diagnóstico precoce. Crédito: Rose-Petruck Lab/Brown University.

Uma equipe de pesquisa liderada pela Universidade de Brown, EUA, desenvolveu uma nova técnica para detectar tumores cancerosos no fígado, tão pequenos quanto cinco milímetros. A técnica, usando nanopartículas de ouro, é a primeira a implantar nanopartículas de metais como agentes para aprimorar a dispersão de raios-X de imagem de massas tumorais. Os resultados foram publicados na revista Nano Letters da American Chemical Society.

Carcinoma hepatocelular é o câncer mais comum de fígado. Mais de 500 mil pessoas em todo o mundo são diagnosticadas anualmente com esta doença. A maioria das pessoas atingidas morre em um prazo de seis meses devido à falta de diagnóstico precoce.

Técnicas atuais como ultrassom, CT e ressonância magnética mostram os tumores quando já estão com cerca de cinco centímetros de diâmetro. A esta altura, o câncer se tornou agressivo, resistente à quimioterapia e difícil de ser removido cirurgicamente.

Agora, a equipe de pesquisa relata sobre alguns resultados promissores para diagnóstico precoce. Em testes de laboratório, a equipe usou nanopartículas de ouro envoltas por um revestimento de polímero carregado e uma técnica de imagem de dispersão de raios-X para mostrar massas tumorais tão pequenas quanto cinco milímetros. Esta é a primeira vez que nanopartículas de metais são usadas como agentes para aprimorar imagens.

“O que estamos fazendo não é um método de rastreamento”, disse Christoph Rose-Petruck, professor de química na Universidade de Brown e também autor no artigo. “Mas em um exame de rotina com pessoas que têm fatores de risco, como certos tipos de hepatite, podemos usar esta técnica para ver um tumor quando ainda possui alguns milímetros de diâmetro, o que, em termos de tamanho, é um fator 10 vezes menor”.

Os cientistas acreditam que esta técnica poderia ser utilizada em outros órgãos do corpo.

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