Lembre-se: proteína específica faz cérebro preservar informações

Quinase PKM zeta previne a remoção de receptores sinápticos no cérebro. Caso sejam "deletados", podem
levar à perda de memórias.

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14 de abril de 2010 | 15h15

Proteína quinase PKM zeta exerce um papel fundamental para permitir que o cérebro guarde memórias.

Proteína quinase PKM zeta exerce um papel fundamental para permitir que o cérebro guarde memórias.

Você não se lembra de ter desligado a cafeteira. Mas sabe exatamente a roupa que vestia quando conheceu o seu marido. O que faz a sua memória guardar certas informações e simplesmente “descartar” outras? Pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, acabam de desvendar parte de um dos mistérios mais intrigantes da neurociência: a maneira como o cérebro mantém lembranças ao longo do tempo.

A equipe descobriu que a atividade de uma molécula no cérebro – a proteína quinase PKM zeta – exerce um papel fundamental para permitir que o cérebro guarde memórias. A molécula previne a remoção de receptores sinápticos no cérebro que poderia levar à perda das lembranças.

“Essa descoberta tem implicações importantes para a compreensão da dinâmica da memória, porque mostra que a memória persiste devido a um processo de equilíbrio entre os mecanismos que mantêm a memória armazenada e os mecanismos que conduzirão ao apagamento da memória”, explica Karim Nader, responsável pela pesquisa.

Uma pesquisa anterior já havia mostrado que a proteína era necessária para que uma memória persistisse no cérebro e que certas lembranças poderiam ser apagadas pela desativação da enzima correspondente. No trabalho atual, no entanto, os pesquisadores conseguiram demonstrar que a atividadez da PKM zeta é necessária para prevenir a remoção de receptores envolvidos nas sinapses. Esses são responsáveis pela força das conexões entre os neurônios e, sem eles, não há memória.

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