Pesquisadores prometem tratamento eficaz para insônia sem medicamentos

A insônia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade em adormecer ou manter o sono.

taniager

13 Junho 2011 | 14h54

A insônia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade em adormecer ou manter o sono. É responsável pelas noites mal dormidas de milhões de pessoas adultas em todo o mundo. Muitos estudos têm sido realizados pra garantir alívio e dentro deste espírito pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh, EUA, descobriram que resfriar o cérebro de pessoas com insônia primária durante o sono poderia ajuda-las a dormir melhor. O estudo foi apresentado hoje no 25º Encontro de Aniversário da Associated Professional Sleep Societies LLC (APSS).

Quando as pessoas saudáveis adormecem, o metabolismo do córtex frontal cerebral diminui promovendo um sono restaurador. Por outro lado, a insônia está associada com o aumento do metabolismo nesta mesma região do cérebro. Uma maneira de reduzir a atividade metabólica cerebral é usar a transferência térmica cerebral frontal para resfriar o cérebro, um processo conhecido como “hipotermia cerebral”.

No estudo, os pesquisadores testaram os efeitos produzidos por toucas plásticas macias colocadas na cabeça de pessoas afetadas pela insônia primária e saudáveis – grupo de controle. As toucas continham tubos por onde circulava a água. A eficácia de diferentes intensidades de transferência térmica foi investigada através da associação de várias condições: nenhuma touca de resfriamento e touca de resfriamento com intensidades variadas: neutra, moderada ou máxima. Os participantes vestiram as toucas durante toda a noite.

Os resultados demonstraram efeitos positivos. As pessoas com insônia primária, que usaram toucas com intensidade máxima de resfriamento, adormeceram em 13 minutos e dormiram durante 89 % do tempo em que permaneceram na cama. Isto quer dizer que estes índices foram muito próximos aos das pessoas saudáveis do grupo de controle – 16 minutos e 89%.

Segundo o autor principal do estudo, Eric Nofzinger, a descoberta mais significativa é a de que houve um impacto benéfico por meio de um mecanismo seguro e não farmacêutico que poderia ser utilizado largamente em casa pelos sofredores deste distúrbio.

“A existência de um efeito de resposta em dose linear do tratamento implica um impacto direto benéfico sobre a neurobiologia da insônia. Nós acreditamos que isto tenha implicações de grande alcance na abordagem de como a insônia pode ser gerenciada no futuro.”

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