Pessoas com Parkinson realizam tarefas automatizadas melhor

Resultados também sugerem que medicamentos atualmente prescritos para tratar a habilidade motora podem afetar o equilíbrio cognitivo.

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03 Setembro 2010 | 14h20

Professor Douglas Munoz e doutorando Ian Cameron estão  investigando os efeitos cognitivos da doença de Parkinson. Crédito: Queen's University.

Professor Douglas Munoz e doutorando Ian Cameron estão investigando os efeitos cognitivos da doença de Parkinson. Crédito: Queen's University.

Pessoas com mal de Parkinson podem executar tarefas automatizadas melhor do que indivíduos sem a doença, embora apresentem dificuldades significativas para mudar de exercícios simples para exercícios mais elaborados. Os resultados do trabalho realizado por pesquisadores da Queen’s University, no Canadá, ajudam na compreensão da doença, conhecida por afetar as funções cognitivas.

“Nós geralmente pensamos na doença de Parkinson como uma doença da função motora”, explica Douglas Munoz, diretor do centro de neurociências da universidade. “Mas o problema é que o mesmo circuito pode afetar mais funções cognitivas, como o planejamento e tomada de decisões”.

A equipe realizou um experimento com pacientes de Parkinson e um grupo de controle. Os pesquisadores pediram que os participantes olhassem para uma luz assim que ela se tornasse visível, e as pessoas com a doença responderam de forma mais precisa ao teste. Entretanto, quando o time pediu que os voluntários mudassem de comportamento, olhando para outro local quando a luz se acendesse, por exemplo, os indivíduos com a doença tiveram grande dificuldade em ajustar seus planos.

O trabalho demonstra como pacientes com Parkinson têm uma tendência maior a realizar respostas automáticas. Os resultados também sugerem que os medicamentos atualmente prescritos para tratar a habilidade motora poderiam afetar o equilíbrio cognitivo do paciente. Para testar estas hipóteses, o time conduz

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