Árvore pode reduzir tamanho e aumentar memória de computadores

O professor Danny Porath conseguiu demonstrar técnica com êxito ao lado da estudante de graduação Izar Medalsy.

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21 de julho de 2010 | 13h02

O professor Danny Porath conseguiu demonstrar técnica com êxito ao lado da estudante de graduação Izar Medalsy. Crédito: The Hebrew University of Jerusalem.

O professor Danny Porath conseguiu demonstrar técnica com êxito ao lado da estudante de graduação Izar Medalsy. Crédito: The Hebrew University of Jerusalem.

O futuro da computação pode ser o álamo: uma equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém demonstrou ser possível expandir a capacidade de memória de uma máquina pela utilização de unidades de memória baseadas em nanopartículas de silício combinadas a moléculas de proteína obtidas da árvore.

A técnica, por diminuir elementos e aumentar a capacidade de memória e lógica funcional de um computador, pode substituir técnicas de fabricação convencional. A ideia da equipe é produzir memórias minúsculas de baixo custo e mais potentes do que as existentes hoje.

Os pesquisadores demonstraram que pela engenharia genética, é possível anexar nanopartículas de silício no interior dos poros de uma proteína – estável e em formato de anel – do álamo (manipulada para permitir sua hibridização). Estes híbridos são assim arranjados em uma grande rede, ou matriz, de elementos moleculares de memória muito próximos.

A tecnologia, descrita em um artigo da Nature Nanotechnology, foi patenteada pela empresa Yissum e licenciada pela Fulcrum SP Ltd. Todos esperam que a ideia seja uma alternativa comercialmente viável aos sistemas computacionais atuais.

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