Proteína produzida naturalmente pode acelerar reparo do coração após infarto

Tanto as células-tronco como os tecidos do coração entram em ação para reparar a musculatura danificada por um ataque cardíaco.

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18 Novembro 2010 | 14h58

Tanto as células-tronco como os tecidos do coração entram em ação para reparar a musculatura danificada por um ataque cardíaco. Pesquisadores da Universidade de Duke, nos EUA, descobriram que uma proteína produzida naturalmente pelo corpo pode desempenhar um papel na aceleração do processo de reparo do órgão.

A administração de uma dose certa da proteína sfrp2 em ratos contribuiu evitando a insuficiência cardíaca e redução das camadas de colágeno, que podem formar grossas cicatrizes após o infarto de miocárdio. Antes de observar isso, a equipe já tinha demonstrado que a proteína também impede que células do músculo cardíaco morram durante a lesão.

Estas descobertas podem levar ao desenvolvimento de novas terapias em estudos e testes clínicos. “Descobrimos que a administração da proteína sfrp2 em ratos de estudo melhorou fortemente a função cardíaca, melhorando a câmara de bombeamento crítica – o ventrículo esquerdo – após o infarto do miocárdio”, diz Victor Dzau, autor sênior do estudo.

“Observamos que a sfrp2 em doses terapêuticas reduz a morte das células do músculo cardíaco e também, indiretamente, impede o depósito de colágeno, reduzindo assim as cicatrizes que podem afetar a função do coração”.