Proteína pode definir destino de células e levar a doenças autoimunes

"Guardiã chave", conhecida como G alpha q, é parte de uma grande via de sinalização que os pesquisadores estão estudando em animais.

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08 Setembro 2010 | 16h26

A proteína chave, conhecida como G alpha q, é parte de uma grande via de sinalização que os pesquisadores estão estudando em modelos animais. A “guardiã” regula as células B, um tipo de célula do sistema imunológico que o organismo mantém para expulsar invasores como bactérias, vírus e parasitas.

A proteína chave, conhecida como G alpha q, é parte de uma grande via de sinalização que os pesquisadores estão estudando em modelos animais. A “guardiã” regula as células B, um tipo de célula do sistema imunológico que o organismo mantém para expulsar invasores como bactérias, vírus e parasitas.

A eliminação de um “guardião” molecular leva ao desenvolvimento de artrite em ratos. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Rochester, em artigo publicado no The Journal of Experimental Medicine.

Uma proteína recém-descoberta pode determinar o destino – a sobrevivência ou a morte – de células danificadas que equivocadamente atacam os próprios tecidos do corpo, levando a doenças autoimunes como a artrite.

“Esta descoberta é um passo encorajador para pesquisadores, clínicos e pessoas que sofrem de artrite, para muitos dos quais não há terapias disponíveis”, diz Frances Lund, responsável pelo trabalho. “Uma vantagem adicional é que esta descoberta pode ajudar na busca de novos tratamentos para outras doenças autoimunes como lúpus”.

A proteína chave, conhecida como G alpha q, é parte de uma grande via de sinalização que os pesquisadores estão estudando em modelos animais. A “guardiã” regula as células B, um tipo de célula do sistema imunológico que o organismo mantém para expulsar invasores como bactérias, vírus e parasitas. Enquanto a maioria das células B ajuda a defender o corpo, algumas são autorreativas – acabam brigando com células da própria pessoa.

Em roedores, a G alpha q normalmente para a atividade autorreativa das células B suprimindo a sobrevivência pela via de sinalização recentemente descoberta pela equipe. Quando a proteína é eliminada, as células B “traidoras” conseguem escapar do sistema de check up interno, pelo qual o organismo se livra destas células prejudiciais.

Diversos testes estão sendo realizados com compostos que alteram a expressão ou atividade da proteína G alpha q em camundongos, para verificar se drogas podem retardar o desenvolvimento de doenças autoimunes. Além disso, os pesquisadores também esperam começar uma triagem com pacientes, para saber como a mesma proteína funciona em seres humanos.

“Existe um subgrupo de pacientes cardíacos que, devida a uma mutação genética herdada, têm níveis elevados de G alpha q”, diz Lund. “Nós agora estamos vendo se alguns pacientes com artrite têm mutações que favorecem a diminuição dos níveis de G alpha q. Se encontrarmos esses pacientes, um dia poderemos ser capazes de projetar terapias personalizadas para a subpopulação dos que sofrem de artrite”.

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