Proteína que impede congelamento também impede que gelo derreta

Pesquisa apresenta as primeiras medições diretas do superaquecimento de cristais de gelo em soluções de proteínas anticongelantes.

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04 de março de 2010 | 19h49

Cristais de gelo. Crédito: Mila Zinkova/Wikipedia

Cristais de gelo. Crédito: Mila Zinkova/Wikipedia

Proteínas que impedem o corpo de congelar em ambientes frios podem também impedir que o gelo derreta em temperaturas elevadas. É o que aponta novo estudo da Queen’s University, Canadá.

A pesquisa apresenta as primeiras medições diretas do superaquecimento de cristais de gelo em soluções de proteínas anticongelantes. Cristais de gelo podem ser estabilizados acima do ponto de fusão durante horas a uma temperatura máxima de aproximadamente 0,5ºC.

“Você pode manter o cristal de gelo a 0,5ºC durante uma hora e ele simplesmente não vai derreter”, diz Peter Davies, professora de bioquímica da universidade. “Isso é extremamente incomum. Sem a proteína anticongelante, não há nenhuma maneira disso acontecer”.

Os resultados do estudo foram publicados no Proceedings of National Academy of Sciences.

O novo estudo tem implicações no entendimento do processo na natureza e também ajuda na compreensão da recristalização do gelo. Alimentos armazenados em freezers estão sujeitos à cristalização, quando pequenos cristais de gelo encolhem e os maiores crescem – prejudicando a comida.

“Esta descoberta particular ajuda a explicar por que essas proteínas são tão boas em parar o processo de cristalização”.

Há 20 anos, os pesquisadores propuseram que proteínas anticoagulantes poderiam criar superaquecimento por fusão, suprimindo a fusão em temperaturas mais altas que o ponto de fusão.

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