Sobrevida de pacientes com glioblastoma aumenta com vacina

Vacina HSPPC-96 para o tratamento de gliobastoma recorrente aumenta de duas a três vezes a sobrevida média dos pacientes.

root

03 Junho 2011 | 12h38

Dados apresentados no encontro anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) apontam que a vacina HSPPC-96 para o tratamento de gliobastoma – um tipo de câncer no cérebro – recorrente tem um efeito favorável, aumentando de duas a três vezes a sobrevida média dos pacientes. Os participantes do estudo realizado em hospitais das universidades Case Medical Center, Califórnia, San Francisco e Columbia tiveram sobrevida 11 meses maior após a terapia.

De acordo com os pesquisadores, os resultados são muito bons, porque este tipo de câncer é muito agressivo. A vacina é uma das poucas terapias imunes projetadas especificamente para pacientes que estão em uma fase avançada da doença e, por ter apresentado efeitos positivos, poderá partir para uma triagem maior – Fase 3 dos ensaios clínicos.

A HSPPC-96, desenvolvida pelo pesquisador Andrew Parsa, do Brain Tumor Research Center na Universidade da Califórnia em San Fracisco, isola a proteína de choque térmico, que compõe o sistema imunológico. A proteína do tumor do paciente é então injetada novamente na pele com um agente adicionado a um medicamento, para aumentar ainda mais o efeito contra o câncer.

A terapia, personalizada (já que é feita sob medida, conforme as “características do tumor e do paciente”), é feita depois de cinco semanas da cirurgia – a qual todos os participantes devem se submeter. Consiste em quatro injeções semanais, seguida por injeções duas vezes por semana durante 52 semanas. A próxima fase da pesquisa deve determinar a segurança, eficácia e benefícios terapêuticos em comparação a um medicamento padrão e placebo. Apenas depois o medicamento poderá será aprovado pelas autoridades competentes.

Veja também:

Veneno de escorpião pode ajudar corpo a lutar contra câncer no cérebro
Glioblastoma: radiação em nichos de células-tronco dobra sobrevida
Medicamento barato e não-tóxico pode ser arma contra glioblastoma
–  Equipe descobre mecanismo genético que fortalece glioblastoma