Uva possui fotoprotetores eficientes contra radiação solar UV

Substâncias antioxidantes presentes na uva inibem ativação pelos raios ultravioletas de enzimas oxidantes que causam danos à pele.

taniager

29 Julho 2011 | 14h14

Crédito: Wikipedia.

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A uva está triunfando sobre a maçã para o posto de fruta do paraíso. Além de ser o ingrediente da deliciosa bebida de Baco, seu consumo está associado à redução de problemas cardíacos, proteção de neurônios cerebrais e danos de acidente vascular cerebral (AVC). Agora, uma pesquisa acaba de mostrar como alguns compostos encontrados neste fruto milagroso ajudam a proteger a pele da radiação ultravioleta solar. Os resultados do estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Barcelona e do CSIC (Conselho Superior de Investigação Científica espanhol) são relatados em artigo intitulado “Protective Effect of Structurally Diverse Grape Procyanidin Fractions against UV-Induced Cell Damage and Death” publicado recentemente no Journal of Agricultural and Food Chemistry da American Chemical Society (ACS).

Os raios ultravioletas (UV) emitidos pelo Sol geram moléculas de espécies reativas de oxigênio (ERO) que danificam a pele humana por alterar as funções celulares. O ERO oxida macromoléculas como lipídios e DNA, estimulando certas reações e as enzimas JNK e p38MAPK que causam a morte celular. Entre os efeitos maléficos do UV estão o câncer de pele, queimaduras solares e eritema solar, bem como o envelhecimento precoce da derme e epiderme. Muitas pesquisas têm mostrado que a pele pode ser protegida contra os raios UV usando antioxidantes derivados de plantas. Agora, o recente estudo mostrou que algumas substâncias presentes na uva podem reduzir a quantidade de dano às células, causado pela exposição da pele a esta radiação.

Os pesquisadores descobriram que substâncias polifenólicas extraídas da uva (flavonoides) podem reduzir a formação de oxidantes ERO em células da epiderme humana que tenham sido expostas a ondas longas (UVA) e ondas médias (UVB) de radiação ultravioleta. Estas substâncias antioxidantes inibem a ativação das enzimas p38 e JNK1/2 pela UVA e UVB. O maior efeito fotoprotetor foi detectado em frações ricas em oligômeros de procianidina e ésteres de galato (do ácido gálico).

Os resultados do estudo in vitro apoiam pesquisas mais aprofundadas e poderiam ser levados em consideração na farmacologia de extratos de derivados polifenólicos como novos agentes de fotoproteção para a pele.