Substância encontrada no vinho tinto pode proteger contra danos do acidente vascular cerebral

Consumo moderado da bebida já era associado a um risco menor para doenças do coração. Agora, cientistas mostram que composto presente na uva vermelha pode ativar enzimas que protegem células nervosas do cérebro.

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22 de abril de 2010 | 15h15

Resveratrol, encontrado nas cascas e sementes de uvas vermelhas, aumenta os níveis de uma enzima que protege células nervosas no cérebro.

Resveratrol, encontrado nas cascas e sementes de uvas vermelhas, aumenta os níveis de uma enzima que protege células nervosas no cérebro.

O consumo moderado de vinho tinto, há tempos associado a um risco menor de problemas do coração, também pode proteger contra danos do acidente vascular cerebral (AVC). Pesquisadores do Johns Hopkins, nos EUA, demonstraram que a substância resveratrol, encontrada nas cascas e sementes de uvas vermelhas, aumenta os níveis de uma enzima que protege células nervosas no cérebro.

A equipe utilizou ratos para testar a hipótese. Roedores que tinham ingerido resveratrol preventivamente sofreram danos bem menores do que outros animais após terem um acidente vascular cerebral isquêmico induzido. Os cientistas cortaram o fornecimento de sangue para o cérebro como forma de avaliar os efeitos do composto sobre o órgão.

Ensaios clínicos ainda são necessários para determinar exatamente como e em que nível o consumo do composto beneficia o cérebro humano. Cada vinho possui uma quantidade específica da substância, portanto não se sabe quanto da bebida uma pessoa precisaria ingerir para estar “protegida”. Os pesquisadores também alertam para o perigo dos suplementos de resveratrol, disponíveis ao lado de vitaminas, minerais e sites da internet.

“O resveratrol, em sim, pode não estar protegendo as células cerebrais dos danos causados pelos radicais livres diretamente, mas em vez disso, o resveratrol e os seus metabólicos podem levar células a se defenderem”, explica Sylvain Doré, professor de medicina intensiva e farmacologia molecular e de ciências na Escola de Medicina do Johns Hopkins.

Para Doré, é provável que o organismo precise de uma dose bem pequena da substância para ativar o sistema de proteção enzimática no cérebro. O pesquisador estuda agora os benefícios terapêuticos do resveratrol após o dano cerebral.

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