Anã marrom ultrafria é flagrada brilhando como esmeralda

Por ter sido detectada tão fácil e rapidamente pela WISE, astrônomos supõem que muitas anãs marrons ainda poderão ser descobertas.

taniager

10 Novembro 2010 | 06h10

O ponto verde no meio da imagem parecido com uma esmeralda é, na verdade, uma anã marrom.  Este objeto é a primeira anã marrom ultrafria descoberta pelo WISE. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA.

O ponto verde no meio da imagem parecido com uma esmeralda é, na verdade, uma anã marrom. Este objeto é a primeira anã marrom ultrafria descoberta pelo WISE. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA.

O satélite espacial WISE da NASA, ao varrer o céu com luz infravermelha em busca de asteroides, estrelas e galáxias, detectou sua primeira anã marrom ultrafria flutuando sozinha no espaço.

Batizada de WISEPC J045853.90+643451.9 por sua localização espacial, é uma das estrelas marrons mais frias conhecidas, com uma temperatura de cerca de 300º C. Estima-se que ela esteja de 18 a 30 anos luz de nós.

O fato de ter sido flagrada tão fácil e rapidamente pela WISE, a apenas 57 dias da missão, sugere que muitas estrelas marrons iguais a ela ainda poderão ser descobertas.

Como Júpiter, as anãs marrons são compostas de gás – uma boa parte dele em forma de metano, sulfeto de hidrogênio e amônia. Estes gases mal cheirosos seriam mortais para os seres humanos nas concentrações encontradas em torno destas anãs. Suas massas são situadas entre as de uma estrela e um planeta. Formam-se como estrelas ao colapsarem bolas de gás, mas com pouca massa para fundir átomos em seu núcleo, elas brilham pouco. Com o passar do tempo, as estrela marrons vão esfriando até somente poderem ser vistas na luz infravermelha. Nas imagens do WISE elas aparecem coloridas em verde devido ao metano de suas atmosferas e à fraca emissão de luz infravermelha.

A descoberta recente foi confirmada por observações complementares dos telescópios Fan Mountain da Universidade da Virgínia, Large Binocular no Sudeste do Arizona e Infrared Telescope Facility da NASA em Mauna Kea, no Havaí. Os resultados podem ser encontrados na revista Astrophysical Journal.