PALAVRA DE PEIXE

Herton Escobar

15 Junho 2011 | 00h46

Eis aqui mais um pequeno vídeo da vida marinha que fiz durante um mergulho no último fim de semana em Tulamben, no nordeste de Bali . Nele, realizei um dos meus sonhos de mergulho, que era nadar por entre uma grande “bola” de peixes. Um grande cardume.

Acho que a experiência vale só pela beleza da cena. Mas é claro que, por trás de todo fenômeno natural, por mais simples que possa parecer, há sempre uma série de questões científicas interessantes e complexas a se contemplar. Basta pensar um pouquinho mais sobre tudo o que você vê a sua volta, e garanto que vai esbarrar em várias delas … No telefone celular, na televisão, no computador, no seu organismo, na sua comida, nas suas roupas, no seu quintal, nas praias e nos oceanos.

Por exemplo: Como é que os peixes se comunicam? Como é que esse cardume todo mantém a sua forma, com milhares de indivíduos movendo-se em sincronia numa mesma direção? E quando eles precisam mudar de direção, quem é que dá a “ordem” de correr para lá ou correr para cá? Será que tem alguém que dá as ordens no cardume, tipo um mestre de bateria numa escola de samba? Ou todos os indivíduos têm igual “status”?

Você pode olhar para um cardume desses e pensar: “Que bonito! Mas é só um monte de peixes.” Ou: “Que incrível. Como é que eles fazem isso?” (ambas as alternativas são válidas … mas eu prefiro a segunda)

O único problema é que, neste caso, não tenho uma resposta de bate-pronto. Sinceramente, não faço a mínima ideia de como esses peixes todos se comunicam de maneira tão rápida, dinâmica e sincronizada. Mas tenho certeza que alguém tem uma resposta … ou, pelo menos, está tentando chegar a ela. Vou pesquisar.

Enquanto isso, basta admirar que já está bom.

Abraços a todos.

(obs: Desculpe pelas legendas e comentários em inglês. É que tenho muitos amigos/leitores em outros países que gostam de acompanhar minhas viagens também.)