DE VOLTA AO ESPAÇO

DE VOLTA AO ESPAÇO

Herton Escobar

16 Junho 2011 | 10h15

FOTO: NASA/ESA

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Do fundo do mar para o vácuo do espaço, aqui vai mais uma pintura maravilhosa do Universo, capturada pelas lentes do nosso bom e velho amigo, o Telescópio Espacial Hubble …

Ela mostra em superdetalhe um pedaço da galáxia Centaurus A, que está a míseros 11 milhões de anos-luz da nossa própria galáxia, a Via Láctea. Isso significa (como não me canso de explicar, nem de me impressionar) que você precisaria viajar 11 milhões de anos à velocidade da luz para chegar até ela. E, acredite se quiser, isso é “logo ali” em termos de distâncias no Universo.

A imagem inclui comprimentos de onda do especto visível (que é o que você enxergaria com seus próprios olhos), ultravioleta e infra-vermelho próximo (que permitem enxergar a luz de estrelas que estão “mais fundo” no disco da galáxia, por trás de todo esse gás). Uma beleza.

O formato dessa galáxia é um tanto fora dos padrões … Os astrônomos acreditam que ela “nasceu” da colisão de uma galáxia elíptica com uma galáxia espiral, que se fundiram em uma. No meio, formou-se um gigantesco buraco-negro, com cerca de 100 milhões de massas solares (ou seja, 100 milhões de sóis espremidos num espaço tão pequeno, mas tão pequeno, que a força da gravidade se torna tão poderosa em volta dele que nem a luz tem forças para escapar). Você não enxerga o buraco-negro no centro da imagem porque … bem, como acabei de dizer … ele não emite luz! Portanto, não há o que enxergar. Mas ele está lá, sim, escondido num buraco escuro no meio de toda aquela luz, produzida pelas estrelas ao redor, que não foram sugadas para dentro dele. Ainda … pelo menos.

(A Via-Láctea também tem um buraco desses no meio, só para você saber.)

Imagine só!

Abraços a todos.

Abaixo, uma foto da galáxia inteira, produzida em 2000 pelo European Southern Observatory (ESO).