Pastoral da Terra divulga carta sobre morte de ativistas

Estadão

25 Maio 2011 | 17h31

Em um texto intitulado “Se nos calarmos, as florestas gritarão”, a coordenação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) afirma estar indignada com a morte do casal Maria do Espirito Santo da Silva e José Claudio Ribeiro da Silva, na manhã de 24 de maio.

“Esta é mais uma morte anunciada”, afirma o texto. O nome dos dois líderes que denunciavam, no Projeto de Assentamento Extrativista, em Praia Alta Piranheira, na cidade de Ipixiuna (PA), constava de listas de ameaçados de morte enviadas ao Ministério da Justiça entre 2009 e 2010.

“José Cláudio e Maria do Espírito Santo se dirigiam de moto para a sede do município, localizada a 45 km, ao passarem por uma ponte, em péssimas condições de trafegabilidade, foram alvejados com vários tiros de escopeta e revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que se encontravam de tocaia dentro do mato na cabeceira da ponte. Os dois ambientalistas morreram no local. Os pistoleiros cortaram uma das orelhas de José Cláudio e a levaram como prova do crime”, registra nota da Pastoral de Marabá citada pelo texto.

“Parafraseando o Evangelho, não podemos nos calar diante desta barbárie, pois se nos calarmos, as florestas falarão (Lc 19,40)”, conclui o texto.

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