2008 foi o 10º ano mais quente desde o século XIX, diz ONU

Na Austrália, foi registrado o calor mais intenso da história, com uma máxima superior a 35° durante 15 dias

Efe

16 de dezembro de 2008 | 15h43

O ano de 2008 foi o décimo mais quente desde meados do século XIX, quando começaram a ser feitos os registros, e em diferentes partes do mundo houve fenômenos meteorológicos extremos, o que confirma a tendência de aquecimento global do planeta. Veja também:Gelo terrestre elevou nível do mar em 0,5 cm em 5 anos2008 deverá ser o ano mais frio da década, dizem britânicosTemperatura no Ártico atinge nível recorde A Organização Meteorológica Mundial (OMM) fez a revelação em seu relatório anual divulgado nesta terça-feira, 16. O estudo aponta a variabilidade dos fenômenos observados: temperaturas mais altas que o normal em partes da Europa, o inverno menos frio registrado em áreas da Escandinávia e frio extremo - em alguns casos até bater recordes históricos - na América do Sul, principalmente na Argentina. Como contraste, as temperaturas médias em julho foram superiores em 3 graus Celsius em grande parte de Argentina, Paraguai, Uruguai, sudeste da Bolívia e sul do Brasil, acrescenta o estudo. Na Austrália, em março foi registrado o calor mais intenso da história, com uma máxima superior a 35 graus Celsius durante 15 dias seguidos. "Em tudo isto, vemos a manifestação da variabilidade existente", destacou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, em entrevista coletiva. A seca foi um fenômeno persistente em vários lugares ao longo de 2008, entre eles Portugal e Espanha, na Europa, e Argentina, Paraguai e Uruguai, na América do Sul, com efeitos muito graves sobre a agricultura destes três últimos países. Jarraud ressaltou que, como parte das variações sofridas pelo clima, 2008 foi um ano mais frio em relação à média da década de 1997-2007, embora tenha sido o décimo mais quente da história meteorológica. O ligeiro esfriamento deste ano em comparação com os anteriores foi provocado pelo fenômeno de La Niña, explicou. O especialista acrescentou que as previsões para o primeiro trimestre de 2009 não mostram qualquer indicação de que o fenômeno ou o El Niño vão ocorrer, mas esclareceu que as condições podem mudar no decorrer do ano.

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