Rafael Arbex / Estadão
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2016 pode ser o ano mais quente já registrado, diz estudo

Segundo previsão da agência britânica Met Office, o ano que vem pode ser tão quente quanto 2015 ou mais

O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2015 | 17h28

O ano de 2016 pode ser o mais quente já registrado até então, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, 17, pela agência de meteorologia britânica, Met Office, que prevê temperaturas médias de 1,1 grau acima dos níveis pré-industriais.

Poucos dias depois que os líderes mundiais acordaram em Paris frear as emissões e manter o aumento da temperatura média global abaixo de dois graus, os meteorologistas britânicos alertaram que no próximo ano o aquecimento continuará avançando em direção a níveis recordes.

Enquanto 2015 "vai no caminho de se  tornar o mais quente de que se tem notícia", a previsão de hoje "sugere que 2016 será pelo menos como este, ou ainda mais quente", afirmou o pesquisador do Met Office Chris Folland em um comunicado da agência.

Segundo as cifras do órgão britânico, a temperatura ficará em 2016 entre 0,41 e 0,65 grau acima da média registrada entre 1981 e 2010 (14,3 graus), e subirá entre 0,72 e 0,96 grau em relação à média entre 1961 e 1990 (14 graus).

A mudança climática provocada pela atividade humana é o principal fator citado pelos cientistas para esse aumento da temperatura, junto com um "efeito menor" causado pelo fenômeno El Niño, que aqueceu mais do que o normal as águas tropicais do Oceano Pacífico./EFE

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