62 países pressionam a ONU a proibir clonagem humana

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e instituições similares em mais 62 países lançaram nesta segunda-feira um manifesto para pressionar a ONU a proibir a clonagem em seres humanos. O documento pede, porém, que o uso da técnica com finalidades terapêuticas e de pesquisa seja permitido. O assunto será discutido na Comissão sobre Clonagem da ONU, que se reúne a partir do dia 29 de setembro, em Nova York.Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, e uma das cinco autoras do documento que serviu de base para o manifesto, Mayana Zatz ressaltou que o uso da clonagem terapêutica pode beneficiar milhões de pessoas que sofrem de doenças genéticas, além de vítimas de lesões na coluna vertebral e queimaduras. ?Pacientes com Mal de Parkison, de Alzheimer, diabetes, entre outras doenças, podem ter uma nova vida com o uso de células-tronco?, afirmou.Segundo ela, o procedimento já tem sido adotado em vários países da Comunidade Européia, além de Austrália, Canadá, Japão, Israel e China. No Brasil, a Lei de Biossegurança, de 1995, proíbe a manipulação de embriões humanos como material biológico.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2003 | 20h00

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