ABB apresenta relatório de desenvolvimento sustentável

A ABB, empresa suíça de tecnologias de energia e de automação, apresentou hoje, no Brasil, seu relatório mundial de desenvolvimento sustentável de 2002. Realizado com a metodologia GRI (Global Reporting Initiative), o relatório mostra o desempenho da empresa nas áreas ambiental e de responsabilidade social, além da implementação de tecnologias que buscam reduzir o impacto da produção industrial no meio ambiente. Segundo Christian Kornevall, vice-presidente mundial de Desenvolvimento Sustentável da ABB, a empresa investiu mais de US$ 700 milhões no ano passado na área ambiental, principalmente para tornar suas plantas mais ecoeficientes e com padrão ISO 14.001. Atualmente, 475 fábricas do grupo possuem a certificação. Presente em mais de 100 países, a ABB possui cerca de 133 mil funcionários. No Brasil, entre 1997 a 2002, desde que iniciou as ações para conseguir a ISO 14.001, a empresa investiu US$ 12,8 milhões na área ambiental. Para este ano, a previsão de investimento é de US$ 1,2 milhão. Das seis unidades fabris no País, já possuem certificação as localizadas em Osasco e Guarulhos (em São Paulo), Betim (BA) e Camaçari (BA). A previsão é certificar as outras duas instalações, de Blumenau (SC) e Macaé (RJ), até dezembro de 2004.Entre as políticas da empresa, conforme Kornevall, está usar as mesmas normas e padrões em todos os países em que o grupo atua, embora reconheça que tenham que se adaptar às exigências e necessidades de determinados clientes. ?Existem algumas substâncias, como o mercúrio, que não queremos mais usar, mas, às vezes, dependendo do cliente, é difícil. Nossa postura é tentar negociar uma solução.?Outro exemplo citado pelo vice-presidente é o cádmio. ?Deveríamos parar de usar, mas recebemos um pedido de baterias que utilizariam 40 toneladas da substância, em um único local, no Alasca. Ao analisarmos o caso, vimos que era a única alternativa da empresa parar de utilizar o diesel, em uma atividade que libera muito CO2. Nossa conclusão foi de que, nesse processo, o uso do cádmio reciclado era adequado?, explica.Outra característica do relatório da ABB é a transparência. Além de mostrar suas reduções de emissões de substâncias como voláteis ou CFCs, a empresa divulgou também as quatro multas ambientais, que recebeu em 2002, uma delas do governo de Minas Gerais, pelo atraso na renovação da licença ambiental.Na área social, o relatório mostra o programa Acesso à Eletricidade, lançado pela empresa no ano passado, durante a Rio+10, na África do Sul, cujo objetivo é levar energia elétrica para comunidades isoladas na África, com parceiros como o Banco Mundial. Segundo Kornevall, os primeiros países beneficiados são Senegal e Tansânia. ?A partir do potencial elétrico de cada região, decidimos qual é a tecnologia mais apropriada, que pode ser hídrica, gás ou combustível fóssil. O importante é que esteja ligado à malha elétrica, pois não acreditamos em sistemas independentes a longo prazo?, disse.O principal programa de responsabilidade social da empresa, no Brasil, é o projeto Criança Futuro Esperança, desenvolvido e coordenado pela ABB, que atende 178 crianças, de 7 a 14 anos, em atividades de complementação escolar da vizinhança das unidades de Osasco e Guarulhos.O plano de negócios voltados para o desenvolvimento sustentável da ABB está sendo implementado em 50 países, incluindo o Brasil. A meta é estabelecer diretrizes padronizadas para auxiliar as fábricas da empresa na busca por resultados em preservação ambiental e responsabilidade social.

Agencia Estado,

12 de agosto de 2003 | 15h57

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