Academias científicas propõem CO2 pela metade até 2050

As grandes economias deveriam ter comometa uma redução de 50 por cento nas suas emissões de gases doefeito estufa até 2050, além de descobrir formas de enterrar osgases emitido, disseram na terça-feira academias científicas de13 países. "O progresso na redução das emissões globais de gases doefeito estufa tem sido lento", disseram as academias, de paísesdo G8 (nações industrializadas) e de China, Índia, Brasil,México e África do Sul. O alvo da declaração dos cientistas são os políticos que sereunirão de 7 a 9 de julho para a cúpula do G8 no Japão. O texto lembra que essa mesma cúpula em 2007 aceitou"considerar seriamente" a redução dos poluentes pela metade até2050, como forma de conter o aquecimento global. "Pedimos aos líderes do G8+5 que façam o máximo esforçopara levar isto adiante e se comprometam com estas reduções deemissões", disse o texto, estendendo o apelo também aos cincograndes países em desenvolvimento, que participam da cúpula doJapão. Na cúpula do ano passado, a proposta de redução dospoluentes à metade teve apoio de seis integrantes do G8. SóEstados Unidos e Rússia foram contra. Os países em desenvolvimento argumentam que as nações ricasprecisam tomar a iniciativa das reduções. Os cientistas defenderam mais pesquisas sobre a técnica quepermitiria capturar os gases do efeito estufa (emitidos porusinas termoelétricas, por exemplo) para armazená-los em rochasporosas. "Até 2009, é preciso ter um cronograma, verbas e um planocoordenado para a construção de um número significativo deusinas-demonstração para a captura e armazenamento de carbono",disseram. Em 2005, um importante relatório climático da ONU disse quea captura de carbono seria uma das principais formas de combateao aquecimento global neste século, embora a técnica pudessepressionar o preço da eletricidade. "O carvão continuará sendo uma das fontes energéticasprimárias do mundo pelos próximos 50 anos", disse Martin Rees,presidente da Real Sociedade Britânica, alertando para a"perigosa e irreversível mudança no clima" caso as emissõescontinuem sem restrições. "Técnicas para a captura e armazenamento do carbono devemportanto ser desenvolvidas urgentemente. Há tanta coisa em jogoque os atuais esforços são bastante inadequados", afirmouRees.

ALISTER DOYLE, REUTERS

10 de junho de 2008 | 09h26

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