Divulgação/Cern
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Acelerador de partículas vai retomar a busca pelos segredos do 'Big Bang'

LHC prepara para o dia 30 a colisão de partículas no nível mais alto de energia já tentado

Reuters

23 Março 2010 | 14h39

O maior experimento científico do mundo vai procurar a partir de 30 de março colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do "Big Bang", que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

 

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O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 devido a superaquecimento.

 

No momento, raios gêmeos estão circulando a 3,5 tera-eletron volts (TeV), a energia mais alta já alcançada, e vão acelerar nos próximos dias, segundo o Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN). "A primeira tentativa de realizar colisões a TeV (3,5 TeV em cada raio) está programada para 30 de março", disse o CERN em comunicado nesta terça-feira, 23.

 

O diretor-geral do CERN, Rolf Heuer, afirmou: "Pode levar horas ou até dias para conseguirmos colisões". As colisões múltiplas a 7 TeV vão cada uma criar Big Bangs em miniatura, produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando.

 

"O simples alinhamento dos raios já é um desafio por si só. É um pouco como disparar agulhas de lados opostos do Atlântico e conseguir que colidam na metade do caminho", disse Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do CERN.

 

Uma vez estabelecidas as colisões em alta velocidade, o plano é continuar operando continuamente por 18 a 24 meses, com uma curta pausa técnica no final de 2010, disse o CERN.

 

De acordo com representantes do conselho, é possível que seja detectada matéria escura, que os cientistas acreditam que compõe 25 por cento do universo mas cuja existência nunca foi comprovada.

 

Astrônomos e físicos dizem que apenas 5% do universo é conhecido hoje e que o restante invisível consiste de matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do universo.

 

"Se conseguirmos detectar e entender a matéria escura, nosso conhecimento vai se ampliar para abranger 30% do universo, o que seria um avanço enorme", disse Heuer em coletiva de imprensa no início do mês.

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