Acelerador europeu do 'Big Bang' bate novo recorde

Os cientistas do Cern provocaram a colisão de feixes a 2,36 trilhões de elétrons-volt (TeV), um novo recorde

REUTERS

18 Dezembro 2009 | 15h02

O experimento do "Big Bang" na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) bateu novos recordes de colisão de partículas esta semana e agora ficará fechado por dois meses a fim de se preparar para uma atividade com energia ainda maior, informou o centro de pesquisa na sexta-feira.

As atividades do Grande Colisor de Hádrons (LHC) são parte de uma experiência para recriar as condições existentes imediatamente após o Big Bang, que deu origem ao universo, para compreender a natureza da matéria.

"Este primeiro período de atividade serviu a seu propósito: testando todos os sistemas do LHC, proporcionando dados de calibragem para os experimentos e mostrando o que precisa ser feito para preparar a máquina para um período sustentado de atividade sob uma energia maior", disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer.

"Não podíamos ter pedido um jeito melhor de encerrar 2009", acrescentou num comunicado.

Os cientistas do Cern provocaram a colisão de feixes a 2,36 trilhões de elétrons-volt (TeV), um novo recorde, coroando as operações do acelerador de partículas mais potente do mundo, desde que foi reativado em novembro.

Um TeV é aproximadamente a energia usada por uma mosca num vôo, mas quando ela está concentrada numa única partícula subatômica, ela é muito mais potente.

O Cern havia estabelecido o recorde anterior em 30 de novembro, após circular os primeiros feixes em 23 de novembro ao redor do seu túnel de 27 quilômetros sob a fronteira entre a França e a Suíça, perto de Genebra.

Isso derrubou o recorde de 1,96 TeV para uma colisão, estabelecido por um colisor do Fermi National Accelerator Laboratory, nos Estados Unidos.

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