Aché se une a índios para pesquisar medicamentos

O Aché Laboratórios está promovendo uma pesquisa juntamente com cientistas da Escola Paulista de Medicina e os índios Kraôs para descoberta de novos medicamentos com base em ervas. ?O Objetivo é se chegar às plantas medicinais para usos terapêuticos?, disse o presidente do Aché, José Eduardo Bandeira de Mello. Os investimentos nestas pesquisas da área de biodiversidade e de fitoterapia devem chegar a US$ 1,5 milhão. Esta pesquisa é importante, e deve representar o desenvolvimento de produtos com patentes nacionais. Muitos remédios dos índios com bases em ervas, podem ser aperfeiçoados e transformados em produtos industrializados. A Aché criou uma nova divisão para tratar desses produtos, revelou Bandeira de Mello. É a Plantarium, voltada ao desenvolvimento de medicamentos à base de extratos vegetais padronizados, cuja eficácia foi comprovada em estudos clínicos. Os Kraôs se localizam no Norte do Estado do Tocantins e os estudos começaram há dois anos, com a catalogação de plantas medicinais utilizadas pelos índios. E todos os seus direitos nas pequisas e posteriormente na produção industrial serão respeitados de acordo com as legislações existentes.Segundo o executivo, ?o Aché está investindo no conceito de fitomedicamento, produzido com alta tecnologia e controles rígidos de qualidade, a partir do mais natural elemento: as plantas. Assim, séculos de tradição popular no uso das plantas medicinais, bem como o conhecimento das propriedades curativas e terapêuticas de determinados vegetais, ganham uma nova perspectiva: sob a luz da pesquisa científica, podem se tornar comprovadamente medicamentos eficazes, sem perder o vínculo com a natureza?. Para Bandeira de Mello essa é a principal contribuição do Aché: ?Vamos nos valer da tecnologia e da pesquisa para obter, da biodiversidade local, fitomedicamentos - uma solução genuinamente brasileira para oferecer mais qualidade de vida?.O Aché Laboratórios tem importantes participações em duas outras empresas do setor. Detém 42% das ações da Schering Plough e 51% do Prodome, sendo que esta última opera utilizando a estrutura de comercialização e marketing do Aché. Somando a sua própria receita com as do Schering Plough e da Prodome, o Aché forma o maior grupo farmacêutico do Brasil e da América Latina. A empresa tem uma moderna fábrica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, à beira da Via Dutra, estrada que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

Agencia Estado,

08 de janeiro de 2002 | 09h06

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