Adaptação teve um papel importante na evolução humana

Pesquisadores conseguiram pela primeira vez rastrear as 'assinaturas' deixadas por essas mudanças no genoma

da Redação,

16 de janeiro de 2009 | 20h01

Por anos pesquisadores se perguntaram se a adaptação tem uma participação grande na evolução humana ou se a maior parte das mudanças se devem a seleções neutras, aleatórias de genes e características.  Veja também: Gene condiciona comportamento social em macacos e humanos Pesquisadores de genética de Stanford acabaram com essas perguntas. Seus resultados, publicados na edição desta sexta-feira, 16, da revista Public Library of Science Genetics na internet, mostram a adaptação - processo pelo qual organismos mudam para melhor se encaixar a seus ambientes - é de fato uma grande parte da evolução genética humana.  "Outros olharam por sinais de adaptação e não puderam encontrar. Agora usamos muito mais dados e fizemos muito trabalho para limpá-lo", disse Dmitri Petrov, professor de biologia da Universidade de Stanford e um dos dois autores do trabalho. "Nós fomos capazes de detectar as assinaturas de adaptação bem claramente, e elas têm a forma característica que antecipamos." Todas as mutações genéticas começam aleatoriamente, mas aquelas que são benéficas para o sucesso de um organismo em seu ambiente são diretamente selecionadas e perpetuadas na população, fornecendo uma assinatura uniforme e fácil de reconhecer.  Com a ajuda do pesquisador James Cai e do estudante Michael Macpherson, Petrov e Guy Sella usaram uma metodologia diferente da que vinha sendo usada antes para procurar por assinaturas de adaptação deixadas no genoma humano.  "Nós detectamos uma série de assinaturas que sugerem a adaptação é bastante presente e comum", disse Petrov. Humanos têm uma história bastante complexa de viajar através do planeta, e o genoma humano é também altamente estruturado, fazendo com que seja complicado e difícil trabalhar com ele, disse.  Para encontrar o sinal de adaptação, Petrov e seus colegas olharam por regiões do genoma que tivessem "ido de carona" com uma adaptação para o novo código. Quando uma adaptação genética ocorre e é passada para os descendentes, outros genes dos dois lados da adaptação tipicamente o acompanham. O resultado é uma região do genoma onde todos os humanos são extraordinariamente semelhantes, chamada de "limpeza seletiva", que os pesquisadores conseguem identificar e traçar na história genética humana.  "A adaptação se torna bastante difundida na população bem rápido", disse Petrov. "Enquanto mutações ocasionais aleatórias não têm a assinatura da limpeza seletiva." "Nós tentamos ver se essas regiões de similaridade pouco comum entre todos os humanos tendiam a ocorrer em locais particular no genoma como a teoria prevê, e de fato eles ocorriam", disse Petrov. "O trabalho sugere que humanos têm adaptações há pelo menos 200 mil anos."

Tudo o que sabemos sobre:
ciênciagenética

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.