Advogado no STF cita pessoas que aguardam tratamentos

O advogado afirmou que a determinação de quando começa a vida não é cientifica ou biológica, é filosófica

05 de março de 2008 | 16h24

O advogado Luís Roberto Barroso, que representa cientistas e pesquisadores que defendem o uso de embriões humanos em pesquisas com células-tronco, citou, durante sua apresentação no Supremo Tribunal Federal (STF) pessoas que sofrem de doenças que poderiam ser combatidas se essas pesquisas estivessem mais avançadas. Alguns portadores dessas condições estão presentes ao plenário do tribunal.    Opine - Células-tronco embrionárias devem ser usadas em pesquisas?   VEJA TAMBÉM  75% dos brasileiros apóiam uso de células-tronco, diz Ibope  STF julga se pesquisa com células-tronco é inconstitucional  Advogados evitam apelo religioso no caso de pesquisa com embriões  Artigo dos ministros José Gomes Temporão e Sergio Rezende  Como se usam as células-tronco    Barroso mencionou o amplo apoio popular às pesquisas - mais de 70%, segundo recente levantamento do Ibope - e lembrou que cabe ao STF "assegurar que cada pessoa possa viver sua liberdade individual , sua crença".   O advogado afirmou que a determinação de quando começa a vida não é cientifica ou biológica, é filosófica. Ele lembrou, ainda, que a lei brasileira era omissa quanto ao embrião humano até que fosse editada a Lei de Biossegurança, a mesma que está sendo contestada na ação em julgamento. Ele se referiu, ainda, à comparação entre o uso de embriões e o aborto como uma "idéia fora do lugar".   "A pesquisa não tem relação com aborto porque não se trata de interrupção de gestação. São outras questões éticas e jurídicas", argumentou.   "Nós não podemos esquecer que estamos aqui falando de gente, que precisa de terapias que podem vir a ser desenvolvidas com essas pesquisas, que tem muito sofrimento, com muita gente que está aqui presente, que não gostam de pena, gostam de viver", disse.   Ao final da fala de Barroso, a sessão do STF foi suspensa por 20 minutos.

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