Advogado quer usar leitura do cérebro em tribunal nos EUA

Especialistas dizem que ainda é muito cedo para adotar a tecnologia na corte

estadao.com.br

05 Maio 2010 | 14h44

Um advogado de Nova York pretende usar um sistema de ressonância magnética funcional do cérebro para provar que sua cliente está dizendo a verdade na Justiça, informa na internet a revista Wired, destacando que, se admitida, a evidência da ressonância poderá ter graves repercussões no sistema judiciário.

 

Leitura de mentes pode beneficiar a sociedade, diz estudo

 

O advogado, David Levin, está envolvido em um caso trabalhista, envolvendo acusação de assédio sexual e retaliação contra a funcionária, cliente de Levin. O advogado quer que uma suposta testemunha e o supervisor da empresa acusada sejam submetidos ao exame.

 

Estudos de laboratório indicam que a ressonância magnética funcional, que mede o fluxo de sangue para diferentes partes do cérebro, pode ser usado como detector de mentiras.

 

Alguns poucos trabalhos reivindicam uma taxa de sucesso de mais de 90%, mas muitos advogados e cientistas não acreditam que seja a hora de introduzir o procedimento nas cortes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.