AES detecta contaminação em fábrica de postes

Uma auditoria ambiental de rotina feita pelo grupo AES detectou contaminação do solo por dioxinas em uma área próxima à fábrica de postes da AES Sul em Triunfo, a 75 km de Porto Alegre.A fábrica foi recebida pela empresa durante a privatização de parte da distribuição elétrica noRio Grande do Sul, em 1997, mas a posse da unidade está sendo discutida judicialmente.A contaminação foi causada por pentaclorofenol, utilizado no tratamento termoquímico da madeira, descreveu o diretor de gestão do meio ambiente e mercado de carbono da AES Brasil, Demóstenes Barbosa da Silva.As dioxinas são contaminantes agressivos que, no corpo humano, se fixam no tecido adiposo e podem causar desde alergia a câncer. O diretor ressalvou, no entanto, que o problema está contido e não apresenta risco de contaminação externa à fábrica ou à população.A ocorrência não é recente. O problema tem origem no tratamento realizado nos postes de madeira entre 1960 e 1982. Mesmo transcorridos vários anos, foi detectada a contaminação do solo.A AES realizou, em agosto de 2004, uma auditoria ambiental de rotina no local, que indicou possíveis indícios de dioxinas no solo. Decidiu, então, aprofundar as análises da área, coletando amostras.Um laboratório alemão participou dos testes. Com os resultados, a AES fez uma avaliação de risco e produziu um relatório que ficou pronto na semana passada, o que motivou o comunicado. A companhia apresentou um plano de contenção à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), órgão ambiental do Rio Grande do Sul.O plano prevê a construção de um depósito para armazenar o solo contaminado e a redução gradativa da produção da fábrica, que fornece postes para a rede elétrica, para priorizar o trabalho de contenção. O trabalho tem um orçamento preliminar estimado entre R$ 3 milhões e R$ 4,5 milhões.

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