Agricultura chegou ao Egito 2.000 anos antes dos faraós

Técnicas teriam chegado ao país a partir do Mar Vermelho, vindas da região onde atualmente fica o Iraque

The New York Times,

12 de fevereiro de 2008 | 17h59

Muito antes do domínio dos faraós, os egípcios cultivavam trigo e cevada e criavam porcos, cabras, ovelhas e gado. Evidência fragmentária sugere que a agricultura era praticada lá há mais de 7.000 anos, dois milênios antes das primeiras dinastias reais.   Arqueólogos americanos e holandeses informaram, na última semana, a descoberta de um oásis que, dizem, fazia parte do mais antigo assentamento agrícola já encontrado no Egito. Eles dizem que ossos de animais, grãos queimados, fogueiras e cerâmica foram datados como sendo de cerca de 5.200 a.C..   Agora, pela primeira vez, os arqueólogos dizem, a agricultura primitiva do Egito pode ser estudada no contexto da vila, o que promete uma nova compreensão sobre os fazendeiros e algumas respostas sobre como e por quê os egípcios adotaram a agricultura.   O secretário-geral de antiguidades do Egito, Zahi Hawass, disse que a nova pesquisa mostra que "o assentamento era muito maior do que se esperava" e incluída pisos de cerâmica em moradas rústicas.   A descoberta foi feita por uma equipe liderada por Willeke Wendrich, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, e Rene Cappers, da Universidade de Groningen, na Holanda.   Eles dizem que a pesquisa, financiada em parte pela National Geographic Society, cresceu a partir de descobertas feitas em 1925 por arqueólogos britânicos, que descobriram uma foice com lâmina de pedra lascada e um silo de grãos. Os vestígios, do Neolítico, estavam encobertos por uma camada espessa de areia em um oásis 75 km ao sul do Cairo.   "Em vez de ver o Neolítico como um período só, podemos começar a entender sua profundidade no tempo e discernir diferentes períodos e acontecimentos", disse Wendrich.   A ascensão da agricultura ocorreu em diversos momentos pelo mundo, começando de 10.000 a 11.000 anos atrás na Mesopotâmia e terras adjacentes do Oriente Médio. Alguns artefatos sugerem que as pessoas do assentamento mantinham laços comerciais com o Mar Vermelho, uma possível pista de que esta foi a rota da introdução da agricultura no Egito, possivelmente a partir da região do Iraque atual.

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