Agronegócio cresce sem tocar Amazônia, diz ex-ministro

O ex-ministro da Agricultura Marcus Vinicius Pratini de Moraes não aguardou a resposta do governo brasileiro à revista inglesa The Economist e enviou ele mesmo um pedido de retratação. A revista publicou na semana passada a informação de que o gado e a soja estariam "comendo" a Floresta Amazônica e, por isso, sugeriu que países ricos deveriam evitar importar esses dois produtos brasileiros."Há um desconhecimento absurdo entre a Amazônia Legal, que engloba Estados produtores de carne e soja como o Mato Grosso, e a Floresta Amazônica, onde não há possibilidade de produção e escoamento de soja e gado", disse o ex-ministro, hoje presidente da Associação Brasileiras das Indústrias de Exportação de Carnes."O agronegócio brasileiro hoje cultiva uma área de 200 milhões de hectares e dispõe de outros 100 milhões de hectares para uso, sem que seja necessário tocar um dedo na Amazônia."Países concorrentesPara Pratini, as informações erradas, "muitas vezes repetidas por organizações não-governamentais ligadas ao meio ambiente, estão a serviço de países concorrentes do Brasil nas exportações de carnes e ocorrem, coincidentemente, no momento em que o País, por meio do Mercosul, iniciará o debate em torno da corrente de comércio com a União Européia".O ex-ministro afirmou que os países ricos gastam hoje US$ 1 bilhão por dia em subsídios com a agricultura de seus países. "Dinheiro que é pago por exportadores como o Brasil, que apresentam níveis de produtividade elevado, resultado de pesquisa genética e melhoria dos processos no campo."E destacou: enquanto o custo para produção de um quilo de carne bovina no Brasil gira em torno de US$ 1, nos Estados Unidos fica em US$ 1,90.

Agencia Estado,

23 de abril de 2004 | 10h59

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.