Albert Hofman, pai do LSD, morre na Suíça aos 102

"Eu produzi a substância como um remédio... Não foi minha culpa se as pessoas abusaram", disse

Associated Press

30 Abril 2008 | 04h53

Albert Hofmann, o pai do LSD, droga de alteração da mente, morreu nesta quarta-feira, 30, aos 102 anos.   Hofmann morreu de um ataque cardíaco na sua casa em Basel, Suíça, de acordo com Rick Doblin, presidente da Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos, em um comunicado postado no site da associação.   Sua morte foi confirmada nesta quarta à Associated Press por Doris Stuker, um clérigo da cidade de Burg in Leimental, para onde Hofmann mudou-se após sua aposentadoria em 1971.   O alucinógeno de Hofmann inspirou e corrompeu milhões durante a geração dos hippies na década de 1960. Durante as décadas seguintes o LSD foi banido.   Hofmann defendeu sua invenção. "Eu produzi a substância como um remédio... Não foi minha culpa se as pessoas abusaram", disse ele uma vez.   O químico suíço descobriu o dietilamida de ácido lisérgico-25 em 1938 enquanto estudava o uso medicinal de um fungo achado no trigo e outros grãos para a farmacêutica Sandoz, de Basel.   Hofmann e seus colegas cientistas esperavam que o LSD pudesse ajudar como uma importante contribuição para as pesquisas psiquiátricas. A droga amplia problemas internos e conflitos, e por isso eles esperavam que pudesse ser usada para reconhecer e tratar doenças mentais como esquizofrenia.   LSD foi elevado à fama internacional no final dos anos 1950 e 1960 graças ao professor de Harvard, Timothy Leary, que abraçou a droga.   O ator de cinema Cary Grant e inúmeros músicos de rock exaltaram as virtudes do LSD na aquisição da descoberta da verdade interior e iluminação espiritual.   Mas as viagens psicodélicas também provocaram histórias de horror quando pessoas cometiam homicídio ou pulavam de suas janelas quando alucinadas. Usuários com uso exagerado tiveram anos psicológicos permanentes. O governo norte-americano baniu o LSD em 1966 e outros países o seguiram.

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