Alemães investigam abuso sexual em escolas católicas

O abade do Monastério de Ettal renunciou depois de oito ex-alunos terem se declarado vítimas de abuso

Associated Press,

25 Fevereiro 2010 | 16h26

Promotores alemães abriram uma investigação de alegações de abuso sexual em duas escolas católicas romanas, na primeira ação legal desde que surgiram as acusações de abusos por parte de padres, em janeiro. 

 

Igreja Católica desculpa-se por abusos sexuais na Alemanha

 

A promotora Andrea Titz de Munique está investigando alegações de abuso contra um membro de um internato administrado por beneditinos em Ettal, na Baviera, informou seu gabinete nesta quinta-feira, 25.

 

O abade do Monastério de Ettal, Barnabas Boegle, que controla a escola, renunciou na quarta-feira, depois de oito ex-alunos terem se declarado vítimas de abuso nas décadas de 50, 70 e 80.

 

A mídia alemã também informou que promotores de Bonn estão investigando o ex-diretor da escola jesuíta Aloisius Kolleg.

 

O jornal Die Welt escreveu que um estudante que continua matriculado no Aloisius Kolleg foi abusado em 2005 pelo ex-diretor padre Ludger Stueper. Diversos ex-alunos do Aloisius também se dizem vítimas de Stueper.

 

Além disso, o número de estudantes de diversas escolas católicas da Alemanha que alegam ter sofrido abusos cometidos por padres saltou para 150, de acordo com um advogado.

 

A advogada nomeada pela Ordem Jesuíta para lidar com as acusações, Ursula Raue, disse que, desde que sete ex-alunos de uma escola particular católica, o Canisius Kolleg de Berlim, denunciaram abusos em janeiro, as acusações assumiram "uma dimensão de proporções inacreditáveis".

 

Raue afirmou que as vítimas identificaram 12 padres jesuítas pelo nome, e acusaram mulheres em alguns casos.

 

Essas acusações são as mais amplas envolvendo sacerdotes católicos na Alemanha, a terra natal do papa Bento XVI.

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