Alemanha propõe missão não-tripulada à Lua em 2015

A iniciativa deve custar cerca de 1,5 bilhão de euros (2,12 bilhões de dólares) por cinco anos

REUTERS

12 Agosto 2009 | 15h22

A Alemanha deve tentar lançar uma missão não-tripulada à Lua até 2015, disse nesta quarta-feira uma autoridade responsável por questões aeroespaciais.  

 

 

link Nasa defende nave projetada para substituir ônibus espacial

link Astronautas da Apollo lamentam estado do programa espacial

Em entrevista ao canal de televisão ZDF, o secretário de Estado do Ministério da Economia, Peter Hintze, disse que uma missão alemã à Lua poderia ser possível "dentro da próxima década, ao redor de 2015", e pediu cooperação de outros países europeus e dos Estados Unidos.

A iniciativa deve custar cerca de 1,5 bilhão de euros (2,12 bilhões de dólares) por cinco anos e poderia impulsionar a indústria a desenvolver novas tecnologias, afirmou Hintze, membro do partido conservador Democrata Cristão (CDU) da chanceler Angela Merkel.

O investimento seria "dinheiro bem gasto", disse Hintze, embora tenha acrescentado: "No momento, as finanças não estão lá."

Caberá ao próximo governo decidir sob tal projeto, disse. A Alemanha realizará eleições nacionais em 27 de setembro, e pesquisas recentes mostram que os conservadores de Merkel têm grande vantagem sobre os rivais do Social Democrata.

A Alemanha nunca enviou uma missão à Lua, embora o ex-cientista nazista Wernher von Braun tenha sido o arquiteto do foguete Saturn V que participou das missões norte-americanas.

Berlim planeja o voo 40 anos após Neil Armstrong ter sido o primeiro a pisar na Lua, em parte devido ao redescobrimento do satélite natural da Terra como objeto de pesquisa por nações envolvidas em viagens espaciais, disse Hintze.

"A Lua é o arquivo de nosso sistema solar", disse. "A Lua é algo como a estação espacial natural da Terra".

A exploração espacial também oferece respostas às questões "de onde viemos, e para onde estamos indo", acrescentou.

Mais conteúdo sobre:
CIENCIA LUA ALEMANHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.