Algas fazem Sabesp mudar abastecimento de água

Os bairros da Penha, Cangaíba e Jardim Popular, na zona leste de São Paulo, que estavam sendo abastecidos pelo Sistema do Alto Tietê, passaram a receber água do Sistema Cantareira. Por causa de uma intensa floração de algas, a água produzida pelo Alto Tietê está apresentando alterações em suas condições. O cheiro é semelhante ao do bolor ou do inseticida BHC.O fenômeno teve início do fim de semana. "O excesso de insolação, luminosidade e de nutrientes provenientes de esgoto clandestino lançado na Represa de Taiaçupeba provocou a proliferação de cianobactérias (grupos de algas)", disse Armando Flores, gerente de Controle de Qualidade de Água da Sabesp. "Alguns dos tipos de algas liberam a substância geosmina, que dá gosto e odor ruins à água."Para reduzir o problema, técnicos estão lançando carvão em pó ativado na fase de pré-tratamento da água bruta. "O carvão absorve e retira da água a geosmina", disse. "Mas a eficiência do tratamento depende da concentração das algas. Se for muito grande, um pouco da substância passa, mantendo o gosto desagradável."O Alto Tietê abastece 2,7 milhões de pessoas. Independentemente do desconforto, a Sabesp garante que a água do Alto Tietê é 100% segura.ReservatóriosO efeito combinado da chuva dos últimos dias e a economia da população - premiada com 20% de desconto na conta da água -, fez crescer o nível dos reservatórios da Grande São Paulo.Segundo o meteorologista da empresa Climatempo Alexandre Nascimento, o Sistema Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas, está operando com 18,3% da capacidade. O Cantareira atingiu o nível mais baixo da história em 1.º de dezembro: 1 6%.O Guarapiranga, que estava com 46,8% da capacidade em dezembro, agora opera com 48,9%. O Rio Grande manteve-se com 89 7%; o Rio Claro passou de 101,6% para 101,7%; o Alto Tietê está com 34,3% e o Alto Cotia, com 42%.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 10h22

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