Alguns dinossauros tinham dor nas costas, diz estudo alemão

O animal examinado, um disalotossauro, tinha uma vértebra que não havia crescido normalmente

Efe

08 de julho de 2008 | 14h27

Os dinossauros sofriam de dores nas costas há 150 milhões de anos, o que demonstra que esse problema não é exclusivo de humanos, segundo um estudo do Museu de História Natural de Berlim, apoiado pelo Hospital Universitário La Charité e pela Universidade de Bonn.  Os cientistas - que publicaram seus resultados na revista Anatomical Record - examinaram as vértebras de um dinossauro e encontraram que o "paciente" sofria de uma deformação congênita que deve ter produzido dores durante toda a sua vida.  O animal examinado, um disalotossauro, tinha uma vértebra que não havia crescido normalmente, problema que acontece também entre humanos.  Nos embriões as vértebras surgem em dois grupos, um de cada lado do corpo, e vão se juntar durante o processo de crescimento.  No caso do dinossauro, a vértebra não se juntou com a que estava diretamente a sua frente, mas com outra que estava em diagonal, produzindo uma má formação congênita.  Segundo o paleontólogo Florian Witzmann, do Museu de História Natural, a investigação não ilustra somente o destino dos dinossauros mas também mostra que os problemas vertebrais que acontecem nos humanos podem dever-se também a deficiências na programação genética, que podem acontecer em todos os vertebrados.  "Também naqueles que se extinguiram muito antes da invenção das cadeiras de escritório", disse o Museu.

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