Alho e paládio, novo remédio contra câncer cervical

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) acabam de solicitar o pedido de patente para um novo composto químico, formado à base de alho e do metal paládio, que poderá ser empregado no tratamento do câncer. Testes realizados in vitro demonstraram que o novo produto impediu o crescimento de células tumorais do câncer cervical humano.Experiências preliminares com animais também deram resultados promissores. As pesquisas fazem parte do trabalho de doutorado do químico Pedro Paulo Corbi, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), campus de Araraquara.O coordenador do estudo é o também químico Antonio Carlos Massabni. Segundo ele, o novo composto foi aplicado em células tumorais por um período de nove dias. "Os resultados mostraram que, quanto maior a concentração do composto, maior sua capacidade de combate ao câncer", afirmou."Numa concentração de 170 microgramas por mililitro de água, por exemplo, o crescimento das células tumorais foi totalmente interrompido. Em concentrações superiores, o produto matou inclusive as células já crescidas."Além de combater o câncer, o novo composto químico apresenta algumas vantagens em relação a outros tratamentos quimioterápicos. "A grande diferença é que esse produto é em parte natural, porque contém um aminoácido extraído do alho", diz Massabni. "Por isso, ele pode ser mais bem aceito pelo organismo, reduzindo os efeitos colaterais causados pelos atuais quimioterápicos, que são produzidos sinteticamente em laboratório."Segundo Massabni, este não será o primeiro composto químico que tem em sua fórmula um metal a ser usado no tratamento do câncer. O primeiro deles foi a cisplatina, que contém platina, e já é usado desde 1978. Desde então vários outros já chegaram ao mercado.

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