Tolga Bozoglu/Efe
Tolga Bozoglu/Efe

Ali Agca define João Paulo II como 'homem excepcional'

Libertado, terrorista turco que atirou contra o papa em 1981 desejou 'todo o melhor' para Bento XVI

Efe,

19 Janeiro 2010 | 09h52

Ali Agca, o turco de extrema-direita que atirou contra João Paulo II na Praça de São Pedro em 13 de maio de 1981, afirma que o papa polonês foi "um homem excepcional", informa nesta terça-feira, 19, o jornal La Repubblica.

 

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O diário italiano publica uma entrevista com Agca após sair nesta segunda-feira da prisão turca, onde cumpria pena desde 2000 pelo assassinato de um jornalista. "O papa polonês foi um homem excepcional, maravilhoso. Wojtyla é o homem símbolo do Evangelho do amor, que agora é traído por milhões de falsos cristãos prisioneiros de ódio e rancor", afirmou Agca.

 

Além disso, desejou "todo o melhor" ao papa Bento XVI e pediu à Igreja Católica "revelar o quarto Segredo de Fátima", senão ele mesmo o faria.

 

Na entrevista, o ex-membro dos "Lobos Grises" fala sobretudo do caso de Emanuela Orlandi, a jovem filha de um alto funcionário do Vaticano desaparecida em junho de 1983 e que Agca sempre associou com o atentado ao papa e com sua própria detenção.

 

Segundo Agca, "Emanuela Orlandi está viva, sempre foi tratada humanamente e só está restrita ao contato externo". Afirmou que espera "levá-la ao Vaticano. Talvez em 22 de junho, data de seu sequestro".

 

Agca insistiu que a jovem, que tinha 15 anos quando desapareceu, foi sequestrada para pedir a libertação do turco "por uma organização poderosa" da qual não quis revelar o nome.

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