Altercoop apresenta gerador eólico de baixo custo

Parece um cata-vento, mas trata-se do gerador eólico Batuíra 500, desenvolvido pela Cooperativa de Energias Alternativas (Altercoop), empresa de Búzios (RJ). Lançado no final do ano passado, o Batuíra gera 500 watts/hora e foi feito para fornecer energia em locais não atendidos pela rede elétrica pública, mas tem sido comprado também por usuários urbanos. Segundo o fabricante, é o único equipamento de sua classe feito no Brasil, seus componentes são resistentes à oxidação e praticamente dispensa manutenção.O desempenho máximo do equipamento, 500 Watts / hora, é obtido com ventos a partir de 8 metros / segundo (28,8 Km/h). É energia suficiente para alimentar até 10 lâmpadas fluorescentes de 9 Watts, 1 TV em cores pequena, uma geladeira e 1 rádio de comunicação simultaneamente, por exemplo. Quando os ventos ultrapassam 12 m/s (43,2 Km/h), o equipamento aciona automaticamente um sistema de segurança, que muda o ângulo do Batuíra em relação ao vento, para que a hélice continue na mesma velocidade de rotação, no rendimento máximo do gerador, e assegurando a integridade do equipamento. A garantia do Batuíra 500 é de cinco anos.Embora tenha sido criado para atender clientes em locais isolados e não atendidos pela rede pública de energia elétrica, cerca de 98% das últimas consultas à Altercoop são de moradores urbanos, conta Ronaldo Alves, sócio Altercoop. "São pessoas que querem diminuir seus gastos com energia, e recebemos até a consulta de uma empresa que faz transmissão de Internet sem fio", explica Alves. Os equipamentos elétricos não são ligados diretamente ao Batuíra: ele carrega baterias que servem de fonte de energia elétrica, seja diretamente (12 volts) ou através de conversores (110 ou 220 volts). A Altercoop afirma ser a única fabricante nacional de geradores eólicos de pequeno porte. Segundo a empresa, seu equipamento tem um custo inferior e rendimento superior ao concorrente estrangeiro mais próximo. O Batuíra gera 500 watts/hora e seu preço é aproximadamente US$ 700. Esse custo varia conforme a necessidade dos equipamentos periféricos ao gerador, como torre e conjunto de baterias. Segundo Alves, considerando-se os preços da energia elétrica no Rio de Janeiro, o equipamento se amortizaria em um ano de uso. Uma das principais preocupações do projeto da Altercoop é a baixa manutenção. Para isso, decidiram usar um gerador com magnetos permanentes, que dispensa escovas. "Isso onerou um pouco o equipamento, mas imagine o custo de se mandar um técnico para trocar as escovas de um gerador em uma aldeia no centro da Amazônia", explica Alves.

Agencia Estado,

01 de março de 2003 | 15h46

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