Amapá recebe 1,14 milhão de euros para pesquisar biodiversidade

O governo do Amapá fechou um acordo com o Fundo Francês para o Meio Ambiente, no âmbito do qual serão alocados 1,14 milhão de euros para investimentos na exploração sustentável de recursos naturais e na prospecção da biodiversidade, para a diversificação e valoração da produção de castanha, na região de Laranjal do Jari, e do açaí, em Camaipi, e para apoio ao ecoturismo de origem comunitária.Está prevista a parceira, através do acordo, de diversas instituições de pesquisas francesas com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa), com o objetivo de transferir tecnologias, estudar toda a cadeia produtiva e melhorar as ações governamentais em desenvolvimento nas duas áreas mencionadas, de modo a criar uma economia de sustentabilidade e elevar o padrão de uso desses recursos. O Iepa deve aproveitar parte dos recursos também nas novas atividades do laboratório de Biodiversidade, a ser inaugurado em Macapá na próxima segunda-feira, 14 de janeiro."Queremos ampliar o leque de uso dos produtos já desenvolvidos, fazendo, por exemplo, a diversificação de usos do óleo da castanha, da torta resultante da retirada do óleo (para fabricar biscoitos), da farinha, da casca da castanha (para gerar energia), analisando a coleta, o beneficiamento, o transporte, o mercado etc. E, ao mesmo tempo, queremos identificar outros produtos, na mesma área, como o camucamu (fruta com alto teor de vitamina C), para diversificar as atividades produtivas, sempre agregando valor ali mesmo, naquelas comunidades", diz Manoel Cabral de Castro, secretário de Ciência e Tecnologia do Estado.O projeto de desenvolvimento do ecoturismo tem uma relação direta com as comunidades e atividades de exploração da biodiversidade. A idéia é treinar membros das comunidades locais e construir casas para visitantes, de modo a receber um turista interessado em vivenciar a realidade comunitária, fazer um turismo de observação ou mesmo turismo científico. A coordenação das pesquisas e do processo participativo de desenvolvimento do ecoturismo ficará a encargo de uma entidade não governamental franco-brasileira, chamada Holos.O secretário ressalta, ainda, que o Fundo Francês de Meio Ambiente é uma das instituições mais exigentes para a aprovação de projetos e a proposta do Amapá concorreu com uma série de projetos do mundo inteiro, tendo passado por um crivo extremamente rigoroso do ponto de vista técnico, científico e gerencial. Para ele, a aprovação do acordo, por si só, é um atestado de competência internacional.

Agencia Estado,

11 de janeiro de 2002 | 18h17

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