Ambientalistas querem garantir recursos para Mata Atlântica

A Rede de Organizações Não-Governamentais da Mata Atlântica quer garantir a inclusão dos programas voltados à recuperação e conservação deste bioma no Plano Plurianual (PPA) de 2004-2007, que define as diretrizes para os gastos do governo federal neste período. ?Há vários programas sendo discutidos, mas se não estiverem previstos no PPA não poderão ser implementados?, disse hoje o coordenador da Rede, Renato Cunha, durante seminário do Encontro Nacional Mata Atlântica no Cenário Nacional, que acontece na Câmara dos Deputados, em Brasília.Durante o evento, representantes do Banco Mundial e dos Ministérios do Meio Ambiente, Planejamento, Energia e Desenvolvimento Agrário apresentam aos cerca de 150 ambientalistas presentes, dos 17 estados que possuem Mata Atlântica em seus territórios, o que está sendo feito no sentido de criar uma Política Nacional para a Mata Atlântica. A intenção das ongs é, a partir destes relatos, elaborar uma ?Agenda Positiva?, que será enviada aos ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento. ?Os prazos para a participação da sociedade na elaboração do PPA são muito apertados, mas não dá para perder a oportunidade?, disse Cunha.Segundo o coordenador da Rede, a base de ação defendida pelas entidades é a do sub-programa Mata Atlântica no Programa Piloto de Proteção das Florestas Tropicais Brasileiras (PPG7), que inclui a criação de novas unidades de conservação, recuperação de áreas degradadas, política de comunicação e conscientização sobre o bioma, monitoramento e avaliação permanente dos remanescentes e o desenvolvimento científico e tecnológico para preservação.O Encontro Nacional da Rede termina neste sábado, com uma assembléia geral, onde os ambientalistas definem sua linha de ação para o próximo ano.Veja outras notícias sobre o encontro da Mata Atlântica

Agencia Estado,

09 de maio de 2003 | 16h40

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