Ambientalistas se mobilizam contra usinas a carvão

O Greenpeace lançou nesta terça-feira, junto com outras entidades ambientalistas, umacampanha contra a instalação de novas termelétricas que funcionem a carvão na região sul do País. Na segunda-feira o Brasil assinou acordo operacional com a China para permitir a instalação de uma usina que utiliza o carvão como fonte geradora no Rio Grande do Sul.A campanha foi batizada de "Coalizão carvão não". As entidades argumentam que as usinas com essa fonte de energia poluem o ar e colaboram para o aquecimento global, além de afetarem a saúde de seus trabalhadores."Lobby do carvão""Há um poderoso lobby da indústria do carvão atuando junto ao governo federal e o Congresso Nacional", afirma o Greenpeace, em nota. Conforme a entidade, estão em fase de instalação oulicenciamento as usinas de Jacuí, Candiota 3 e Seival (RS), Usitesc (SC) e Figueira 2 (PR)."Embora as nossas reservas de carvão se concentrem nos três Estados do Sul, os problemas econômicos, sociais e ambientais causados por essa indústria se espalham para outras áreas, inclusive de países vizinhos, como o Uruguai", afirma o Greenpeace.Projetos paralisadosPara o presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Edi Fonseca, é "difícil acreditar que projetos como Jacuí e Candiota 3, paralisados há mais de 20 anos por inviabilidade econômica e ambiental, e até considerados já parte da história do movimento ambientalista gaúcho, retornem numaépoca de esforços evidentes para a expansão das energias renováveis".Os projetos de Jacuí e Candiota 3 foram dimensionados para gerar 350 Megawatts cada. Além do Greenpeace e da Agapan, a mobilização é feita pela Amigos da Terra Brasil e Sócios da Natureza, com o apoio do Fórum Brasileiro de OrganizaçõesNão-Governamentais e Movimentos Sociais (Fboms) e da Federação de Entidade s Ecológicas Catarinenses (Feec).

Agencia Estado,

25 de maio de 2004 | 15h21

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