Americana veta instalação de usina termoelétrica

Americana, a 140 quilômetros de São Paulo, proibiu a instalação da usina termoelétrica Carioba 2 no município. O nível de poluição da usina termoelétrica Carioba 2 está acima do permitido no plano diretor na cidade de Americana que vetou sua instalação. Embora a Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo tenha concedido licença prévia para implantação do projeto, a Secretaria Municipal Planejamento apontou que a usina se enquadra no nível 4, de médio a grande poluidor, e não pode ser construída no município.O plano diretor autoriza apenas a instalação de empresas até nível 3, ou médio, de poluição. "Conhecemos a licença estadual, mas o município é soberano na questão do zoneamento", disse o secretário de Planejamento Victor Chinaglia. A certidão negativa de uso do solo ao projeto Carioba 2 foi encaminhada pela Secretaria de Planejamento ao Ministério Público.Segundo Chinaglia, análises da Secretaria Municipal de Meio Ambiente apontaram que a emissão de poluentes não é compatível com o zoneamento da cidade. "A qualidade do ar em Americana já não é satisfatória e o projeto iria complicar ainda mais esse quadro. Do jeito que está, não pode ser instalada", afirmou, lembrando que a cidade tem como vizinho o poluidor pólo petroquímico de Paulínia.A usina Carioba 2 já causou muita polêmica e debates acalorados na cidade desde que o projeto começou a ser desenvolvido, há três anos. O prefeito Waldemar Tebaldi (PDT) chegou a se manifestar favorável à instalação. Mas, ante a pressão do Comitê da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, os empreendedores modificaram os planos, reduzindo drasticamente a quantidade de água que seria usada na Carioba 2.Após a mudança, o Comitê decidiu lavar as mãos e deixar a decisão para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que concedeu a licença prévia. Chinaglia garantiu que a decisão do município de proibir o projeto como ele se apresenta é definitiva. De licença médica desde fevereiro, Tebaldi foi substituído pelo vice Erich Hetzl Júnior (PDT). Ninguém da usina Carioba foi encontrado hoje para comentar a decisão.

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