Americanos presos no Pantanal faziam 'colaboração informal'

A Unesp diz que o estudo é licenciado pelo Ibama, mas que não há convênio com universidade dos EUA

22 de junho de 2009 | 19h01

Os três americanos presos no Pantanal sob acusação de extraírem amostras do solo ilegalmente faziam parte de um sistema de "colaboração informal" mantido entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade do Arizona, no EUA. A instituição brasileira revelou o fato nesta segunda-feira, 22. "A falta desse convênio, e o fato de os estudantes estrangeiros não terem a necessária autorização, traz impedimento para a Unesp assumir na Justiça a defesa dos envolvidos", justificou a Unesp, em nota.

 

Os pesquisadores Mark Andrew Tress, de 48 anos, Kellu Michael Wendt, de 26 anos, e Michael Matthew McGlue, de 31 anos, foram detidos na quarta, 17, na Lagoa Baía Vermelha. Segundo a Polícia Federal (PF), o trio e mais dois brasileiros coletavam materiais da lagoa por meio de prospecção mineral sem autorização. Aguinaldo Silva e Fabrício Aníbal Corradini pagaram fiança de R$ 1.550 cada um e ganharam liberdade no dia seguinte. Os americanos permaneciam presos nesta segunda, 22, na delegacia da PF, em Corumbá.

 

Doutorandos do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp (IGCE),  Silva e Corradini estudam na câmpus de Rio Claro, no interior paulista. Silva também é professor na Unidade Federal do Mato Grosso do Sul. Ambos integram um projeto de pesquisa cujo foco são os ambientes de sedimentação atuais e das variações climáticas ocorridas na região nos últimos 30 anos.

 

A Unesp garantiu que o estudo é licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e se baseia na coleta de sedimentos geológicos de lagoas para estabelecer a natureza e a idade dos seus depósitos sedimentares.

 

"Existe colaboração científica informal de grupo de pesquisa do IGCE da Unesp com a Universidade do Arizona na mesma área de estudos do projeto acima citado. Porém, as atividades autorizadas pelo Ibama e previstas no projeto não envolvem coleta de amostras de fauna e flora ou de minérios de valor comercial, e nada têm a ver com biopirataria ou geopirataria", ressaltou a Unesp, no comunicado.

Tudo o que sabemos sobre:
unesppantanalarizona

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.