Anticorpo "limpa" células nervosas e detém Alzheimer

Pesquisadores da Universidade Washington, em Missouri, conseguiram remover placas amilóide beta peptide que se aglomeram nas ramificações de células nervosas e que são consideradas a principal causa da doença de Alzheimer. Eles introduziram um anticorpo no cérebro de camundongos doentes.O resultado do experimento surpreendeu os cientistas. "Achamos que, eliminando as placas, iríamos apenas deter o avanço da doença, mas que vimos foi incrível: nos três primeiros dias, havia ocorrido uma redução de 20% a 25% do número e tamanho dos conglomerados de placas", afirmou Robert Brenda, que dirigiu o estudo.Mais do que isso, a eliminação das placas permitiu uma recomposição da estrutura normal das ramificações nervosas em poucos dias, conforme David Holtzman, diretor do Departamento de Neurologia da Universidade Washington. "Isto confirma os benefícios possíveis dos tratamentos para eliminar as placas", disse ele.A doença de Alzheimer, que causa perda de memória e demência, é considerada incurável atualmente e não há certeza entre os cientistas de que sua principal causa sejam as placas. Mas o estudo reforça a tese de que o combate às amilóide beta peptide pode ser uma estratégia de sucesso.Os resultados com os camundongos também mostraram com mais clareza a grande habilidade das células nervosas para recuperar sua estrutura normal. Os pesquisadores ressalvam, entretanto, que os testes com humanos ainda devem ser bem planejados.O estudo será publicado no Journal of Clinical Investigation, em sua edição de 5 de fevereiro.

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2005 | 11h52

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