Anulado processo contra cardeal em caso de pedofilia nos EUA

Norberto Rivera é acusado de transferir um padre pedófilo para os EUA, onde o sacerdote cometeu abusos

16 de outubro de 2007 | 18h17

Um juiz californiano anulou um processo contra o cardeal da Cidade do México, Norberto Rivera, que era acusado de conspirar com figuras da Igreja Católica nos EUA para transferir um padre pedófilo de um país para o outro.   O juiz considerou que Rivera não poderia ser responsabilizado, por falta de provas. A informação é do advogado do autor da ação, Mike Finnegan. "Trata-se de uma tecnicalidade legal", disse ele. "Não tocou nos méritos do caso, nem às questões-chave, que são a cumplicidade do cardeal Rivera em mandar (o padre) aos EUA como molestador de crianças".   O advogado que representa o cardeal em Los Angeles,  Michael Cypers, não respondeu de imediato aos telefonemas dos jornalistas.   O queixoso, Joaquin Aguilar Mendez, 26 anos, entrou com a ação alegando que o padre Nicolas Aguilar Rivera - sem parentesco com o cardeal - havia abusado de crianças depois de ser enviado pelo cardeal à arquidiocese de Los Angeles.   O cardeal disse desconhecer as acusações contra o padre. Em declaração apresentada à corte em fevereiro, o cardeal mexicano afirma ter enviado uma carta em 1987 ao cardeal de Los Angeles, Roger Mahony, alertando para "problemas homossexuais" do padre. Um porta-voz da arquidiocese nos EUA disse que a carta nunca foi recebida.   O padre fugiu para o México depois de ser acusado e antes que a polícia iniciasse uma investigação. Desde então, foi acusado em 19 casos de "atos libidinosos" com crianças. O paradeiro atual do padre é desconhecido, diz Finnegan.

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