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Ao contrário do filme, 'Nemo' é quem faz longa viagem, diz estudo

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostrou que filhotes do peixe-palhaço nadam até 400 quilômetros de busca do lar

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17 Setembro 2014 | 17h32

No filme Procurando Nemo, um peixe-palhaço adulto atravessa o oceano para encontrar seu filho perdido. Na vida real, no entanto, acontece o contrário: são os bebês que fazem longas viagens para voltar para casa.

Em seus primeiros dias de vida, as larvas do peixe-palhaço (Amphiprion omanensis) podem nadar até 400 quilômetros em busca de seu lar, indicou um estudo publicado nesta quarta-feira, 17, na revista científica PLOS One.

"É uma viagem épica para estes pequeninos", disse o coautor do estudo Stephen Simpson, da Universidade de Exeter, na Inglaterra. 

"Quando conseguem voltar ao arrecife, têm apenas poucos milímetros de comprimento. E têm só alguns dias para chegar, então precisam usar as correntes oceânicas que os ajudam na migração".

Os pesquisadores, que estudam os peixes das águas do sul do Omã, na Arábia, viram que há dois sistemas coralinos ao longo da costa, separados por 400 quilômetros de oceano.

Mergulhadores coletaram pequenas mostras de tecido de cerca de 400 peixes-palhaço para analisar seu DNA e depois os liberaram de novo ao mar.

Os cientistas usaram esses dados de DNA para reconhecer os peixes que migravam de uma população a outra, e descobriram que 6% dos que tinham sido identificados fizeram essa longa viagem.

"Para sobreviver, os peixes devem migrar entre essas duas populações", disse Simpson. Os cientistas disseram que, de forma bastante parecida com o filme da Disney de 2003, os peixes-palhaço vivem a maior parte de sua vida adulta em uma anêmona.

Também se juntam às correntes oceânicas para viajar de um lugar a outro. Mas, ao contrário do filme, só viajam quando são pequenos. A pesquisa ajudará a estabelecer zonas marítimas protegidas.

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